Choro, doce lamento
assim te aceito
ao vento, a relva
ao sofrimento.
Choro, embala a canção
cantiga da chuva
tão doce ao tempo
sem vento
sem coração.
Choro, que embala
a criança
a aliança
nessa dança
com segredos em gotas
que respira e ampara.
Choro suave é brisa
que refresca
a alma
e acalma
que liberta
que avisa
coração diferente ao mar.
Não tem tempo
nem piedade
ele escorre
avisando ao poeta
que já é tempo de sonhar.
Flor Gomes

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