Flor

Flor
Flor sempre Flor

segunda-feira, 27 de agosto de 2012


Mateus nos dá uma descrição clássica do juízo final: O filho do homem senta-se em um trono, e separa, como um pastor os cabritos das ovelhas. Neste momento a grande pergunta do ser humano não sera" Como eu vivi?" Será, isto sim: "Como amei?" O teste final de toda busca da salvação, será o amor. Não será levado em conta o que fizemos, em que acreditamos, o que conseguimos.
Nada disso nos será cobrado. O que nos será cobrado: Nossa maneira de amar o próximo.
Os erros que cometemos nem sequer serão lembrados. Seremos julgados pelo bem que deixamos de fazer. Pois manter o amor trancado dentro de si é ir contra o espírito de Deus, é a prova de que nunca o conhecemos, de que ele nos amou em vão, de que seu filho morreu inutilmente.
Deixar de amar significa dizer que Deus jamais inspirou nossos pensamentos, nossas vidas, e que nunca chegamos perto dele o suficiente para sermos tocados pelo seu exuberante amor. Significa que " eu vivi por mim mesmo, pensei por mim mesmo e por ninguém mais - como se Jesus jamais tivesse vivido, como se ele jamais tivesse morrido.
É diante de Deus que as nações do mundo serão reunidas. É na presença de todos os outros homens que seremos julgados.
E cada homem julgará a si mesmo.
Ali estarão presentes aqueles que encontramos e ajudamos. Ali também vão estar aqueles que desprezamos e negamos. Não ha necessidade de chamar qualquer testemunha, pois nossa própria vida se encarregará de mostrar, na frente de todos, o que fizemos.
Nenhuma outra acusação além da falta de amor será proferida.
Não se engane; as palavras que neste dias ouviremos não serão da teologia, não serão dos santos, não serão das igrejas. Virão dos famintos e dos pobres. Não virão dos credos e das doutrinas.
Virão dos desnudos e desabrigados. Não virão das bíblias ou dos livros de orações.
Virão dos copos de água que damos e deixamos de dar!

Trecho do livro: O dom Supremo(Paulo Coelho)


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